Casa de recuperação é fechada em Itaguaí e Mangaratiba.
FONTE: JORNAL ATUAL - www.jornalatual.com.br
“Entendemos que foi viável essa decisão porque acabamos de receber um convênio do governo do estado" Diz Alexandre Duque do complexo de Nova Iguaçú.
A Clínica de recuperação para dependentes químicos da Comunidade Católica Maranathá em Itaguaí, localizado na Rua Hélio de Abreu Dias, no bairro do Engenho, está fechando as portas. Alguns colaboradores que foram pegos de surpresas entraram em contato com o ATUAL para maiores esclarecimentos. Com capacidade para 37 residentes, a casa de recuperação funcionava há 10 meses e tinha 26 internos em tratamento. A casa oferecia aulas de dança, capoeira, reforço escolar, dentre outras atividades. Após a interrupção dos serviços, alguns desistiram do tratamento e outra parte foi transferida para a unidade de Nova Iguaçu.
Voluntários do espaço alegaram que foram informados da decisão por telefone e que o motivo apresentado não é plausível. “Disseram que o custo era alto e que faltava pessoal para compor a equipe, mas isso não é verdade. Tínhamos psicólogo, enfermeiro, assistente social e pedagogo. Nós tínhamos 10 colaboradores fiéis que nos ajudavam em espécie e outros que ajudavam esporadicamente. Mal pedíamos ajuda da igreja e nossa estrutura física também era adequada”, desabafa um denunciante que não quis se identificar. “O sentimento é de dor e tristeza. Há anos exerço esse tipo de atividade na cidade. Não dá para entender! O sítio de Nova Iguaçu está superlotado”, completa.
De acordo com Alexandre Duque, diretor do complexo de Nova Iguaçu, o motivo para fechar as portas foi plenamente administrativo. “Entendemos que foi viável essa decisão porque acabamos de receber um convênio do governo do estado. As condições de ofertar um trabalho melhor aqui são maiores”, justifica Duque. A nova unidade possui 28 metros quadrados e tem capacidade de abrigar 40 pessoas. “Nosso custo operacional vai ser bem menor”, alega.


